Você pode ouvir a dica completa no player abaixo. Dê um play!

    Os congelados se tornaram uma opção interessante e necessária para quem não tem tempo de preparar seus próprios alimentos, mas também não abre mão de ter uma alimentação saudável e gostosa.

    O público consumidor de comidas congeladas é muito amplo e exigente, o que traz diversas oportunidades e a necessidade de prezar pela qualidade. O mercado de comidas light e funcional vem ganhando espaço e juntamente com o de massa representam a maior demanda.

    Outra boa opção é a produção de pães de queijo, salgados, bolos e tortas para restaurantes, lanchonetes, cafeterias e lojas de conveniência, que procuram sempre inovar na oferta do cardápio.

    Muitos profissionais precisam emitir notas fiscais da comercialização dos produtos, além de conseguir condições de compras melhores pelo fato de ter CNPJ. Para atender a esta necessidade, a formalização como MEI é uma opção viável, que traz também a tranquilidade de estar amparado pelos benefícios previdenciários, como: auxílio doença, salário maternidade, aposentadoria, entre outros. A formalização ocorre através da atividade de FABRICANTE DE ALIMENTOS PRONTOS CONGELADOS.

    O futuro MEI tem que verificar junto à Prefeitura, quais as exigências para trabalhar no local desejado, além de atender as normas e condições de higiene determinadas pela vigilância sanitária para o manuseio dos alimentos, visto que o setor está sujeito à intensa regulamentação e fiscalização.

    Como boa prática para o manuseio dos produtos, a estrutura do processo produtivo tem que ser organizada e dividida em: depósito de matéria prima, área de produção e área para armazenagem dos produtos acabados; principalmente pelo volume de produção a ser trabalhado e da variedade de produtos oferecida.

    O depósito de matéria prima deve ter recipientes apropriados para cada tipo de insumo usado na fabricação dos alimentos, com destaque para: carnes, legumes, vegetais, farinhas, laticínios, frutas, temperos, entre outros. 

    A área de produção, basicamente, é a cozinha que deve ter uma distribuição que permita a livre circulação de pessoas e você pode começar com os equipamentos que já tem e a estrutura mínima ideal, compreende: geladeira, freezer, fogão, forno elétrico, micro-ondas, balança de precisão para pequenos volumes, balança para pesagens de maior volume, recipientes para a armazenagem de insumos e para o transporte dos produtos acabados, liquidificador, fritadeira, mesa para a fabricação dos alimentos, armários, pia de higienização, embalagens plásticas, máquina empacotadora de preferência a vácuo e lixeiras que não necessitam de toque para abertura.

    É fundamental que as paredes, teto e chão tenham cores claras, para facilitar a limpeza e garantir a higiene, assim como deve ser uma área seca e arejada. 

    A área de armazenagem dos produtos são as geladeiras e freezers, que deverão ser adaptados com prateleiras e gavetas para facilitar o manuseio e com temperatura máxima de -18ºC, conforme determina regulamentação da ANVISA sobre a conservação de alimentos congelados. Os produtos estocados devem conter data de validade e a data de entrada no estoque.

    O investimento inicial fica entre R$ 11.000,00 a R$ 15.000,00 e compreende a reforma da cozinha para adaptação as condições de higiene sanitária e aquisição dos equipamentos e utensílios mais comuns, já descritos acima. Neste caso não estão sendo considerados os equipamentos que você já tem para a composição do investimento inicial.

  • O ideal é que se disponibilize pelo menos R$ 1.500,00 para a primeira compra dos insumos, conforme o mix de produtos que serão ofertados. Além da aquisição de luvas e máscaras.
    Alguns custos são rotineiros, como a compra de carnes, legumes, vegetais e frutas. E o MEI tem que ter o dinheiro para pagar, que é o que chamamos de capital de giro. A previsão dos recursos depende diretamente da produção diária, mas uma boa estimativa é de R$ 300,00 a cada 5 dias.

    A escolha de fornecedores deve ser bem criteriosa, é o primeiro passo para que a qualidade do produto seja reconhecida pelos clientes. Não será um desafio, pois todos os insumos são encontrados nos supermercados, açougues, feiras, ceasas, atacadistas e distribuidores, cabendo pesquisa dos preços para uma melhor compra.

    Na hora de preparar os alimentos, padronize o tamanho das porções e procure manter o mesmo peso. O cliente vai ter a sensação de comprar sempre o mesmo produto. 

    Os alimentos que serão congelados prontos devem ser apenas levemente temperados e cozidos pelo tempo mínimo necessário, pois o congelamento tende a acentuar os temperos e amaciar os alimentos.
    
    Os saquinhos herméticos permitem a retirada do máximo do ar possível, evitando a proliferação de     bactérias, não rasgam facilmente, resistem à gordura, aderem ao alimento antes do congelamento e soltam com facilidade do produto congelado. Esse processo é importante porque preservará as características, textura e nutrientes dos alimentos.

    Fique atento: é fundamental estar preparado para o trabalho e fazer curso de manipulação e higiene de alimentos para aprender como lidar com produtos alimentícios, vai fazer toda a diferença.

    Caso venha precisar de ajuda, você como MEI, pode contratar um funcionário e o ideal é que antes de iniciar os trabalhos, ele também se capacite.

    Na hora de vender, procure estabelecer relacionamento de confiança com seus futuros clientes e crie um ciclo de amizade com cada um deles. Comece oferecendo seus produtos nas proximidades da sua casa e trabalho, e vá aos poucos expandindo para todo o bairro, o importante é fazer um trabalho bem feito.

    Em relação aos recebimentos, disponibilize para o cliente, a maquininha para pagamento com cartão de débito e crédito.

    O bom atendimento vai fortalecer a tradicional e eficiente publicidade boca a boca. Outras boas opções são: investir em anúncios nos jornais regionais e ofertar degustações em restaurantes, lanchonetes e cafeterias. Participe, também, de feiras e eventos em locais de grande circulação de pessoas. 

    Tenha o hábito de distribuir cartões de visita, o cliente vai saber como achar você e ainda pode recomendar para outras pessoas.
Já no marketing do negócio, as redes sociais, como Facebook, Instagram e Snapchat são ferramentas importantíssimas e complementares para alavancar as vendas, principalmente pela facilidade de acesso e o baixo custo envolvido. 

    Toda a publicação de conteúdo, imagens e textos, tem que ser bem avaliados e o cliente tem que perceber que as informações estão sendo úteis para ele. Procure lançar promoções, criar enquetes e anunciar lançamentos em primeira mão, com isso você vai estimular a procura dele pelos produtos. Mantenha o canal de comunicação aberto e deixe claro qual o prazo que você vai entregar os produtos.

    MEI, preste atenção: uma boa prática de gestão é montar o cadastro com os dados pessoais e de preferências dos clientes, que permitam você identificar: o que ele gosta de comprar; os melhores horários para falar com ele; formas de pagamento utilizadas; a melhor maneira de comunicar, se é por email, WhatsApp, telefone ou pessoalmente; isto faz com que você diminua as possíveis resistências e se torne mais assertivo.