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    Verdureiro é o responsável por vender produtos hortifrutigranjeiros de origem vegetal ou animal. A atividade mais tradicional e comum é a comercialização de hortaliças, legumes, ovos, frutas das mais variadas espécies e alguns itens da apicultura.

    A tarefa parece simples, mas não é, tem que ser bem cuidadoso na hora de selecionar produtos, priorizando a qualidade e procedência, para sempre ter itens variados e frescos, que garantam a satisfação dos clientes.

    Muitos profissionais precisam emitir notas fiscais para a comercialização de produtos, principalmente para vendas aos atacadistas, restaurantes, empresas e estabelecimentos comerciais. Para atender a esta necessidade, a formalização como MEI é uma opção viável, que traz também a tranquilidade de estar amparado pelos benefícios previdenciários, como: auxílio doença, salário maternidade, aposentadoria, entre outros, além de conseguir condições de compras melhores pelo fato de ter CNPJ. A formalização ocorre através da atividade de: VERDUREIRO.  

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    A forma de atuação ocorre através de ponto fixo comercial ou quiosques. O futuro MEI tem que verificar junto à Prefeitura, quais as exigências para trabalhar no local desejado; além de atender as normas e condições de higiene determinadas pela vigilância sanitária para o manuseio de produtos de origem alimentícia e os cuidados referentes ao Corpo de Bombeiros, visto que o setor está sujeito à intensa regulamentação e fiscalização.

    É primordial avaliar criteriosamente a escolha do local. Deve priorizar os pontos de grande concentração de moradias residenciais. A proximidade com paradas de ônibus, centros empresariais, padarias, lojas de bairro e ruas movimentadas são boas opções. O estacionamento é um diferencial significativo, conheça a região pretendida para se estabelecer e verifique os espaços disponíveis para carros. Evite locais que já tenham mercados, mercearias, quitandas e feiras livres.

    Em relação ao espaço e infraestrutura interna, as áreas devem ser muito bem organizadas, com espaço exclusivo para a guarda do estoque, balcões abertos adaptados para o atendimento ao cliente e locais específicas para exposição dos produtos que estão à venda. Os produtos devem ser acomodados em cestas e caixotes plásticos, com acesso facilitado e em áreas com boa luminosidade. Priorize a cor clara para paredes e teto, além de colocar piso frio. Estes cuidados facilitam a limpeza e higiene das instalações.

    Agora, o local de armazenagem dos produtos deve ser limpo todos os dias. Na geladeira, todos os itens devem ser conservados tampados, e descartar os velhos, se houver. Os prazos de validade devem ser cuidadosamente observados. Lembre-se o cliente quer produtos frescos.

    Elaborar uma ampla oferta de produtos no dia a dia é condição fundamental para ganhar a confiança da clientela. Entre os legumes e frutas não podem faltar: tomate, alface, cebola, cenoura, beterraba, pimentão, laranja, limão, maçã, abacaxi, uva, banana, maracujá, mamão, entre outros.

    Não descuide da limpeza dos produtos, procure separar as folhagens estragadas, tirar os resíduos dos legumes, lavar as frutas, descartar imediatamente as frutas e legumes que estiverem apodrecendo, enfim, preservar sempre a aparência fresca. Borrifar água também ajuda a manter a boa aparência.

    Já o investimento inicial depende diretamente do tamanho do estabelecimento e da variedade de produtos que serão comercializados.

    Para uma estrutura inicial enxuta, alguns pontos são fundamentais e devem ser observados na hora de realizar a composição do investimento inicial, que fica em média o valor de R$ 10.000,00 com destaque para: reforma das instalações para adaptação as condições de higiene sanitária; aquisição de balcão de atendimento; geladeira; freezer; balança de precisão para pesagem de produtos; cestas e caixotes plásticos variados; calculadora; sacolas para transporte dos produtos vendidos, se possível forneça as recicláveis ou reutilizáveis, muitos clientes valorizam a ideia da sustentabilidade; entre outros.

    O ideal é que se disponibilize pelo menos R$ 2.000,00 para a primeira compra dos produtos, conforme o mix de itens que serão ofertados.

    Alguns custos são rotineiros e precisam ser previstos, como: aluguel do ponto comercial, luz, água, telefone e acesso a internet. E preste atenção com o estoque, você terá que comprar itens para reposição, que é o que chamamos de capital de giro. A previsão dos recursos depende diretamente da produção diária, mas uma boa estimativa é de R$ 250,00 a cada 3 dias. Os valores serão adaptados com o dia a dia das operações.

    A escolha de fornecedores deve ser bem criteriosa, é o primeiro passo para que a qualidade do produto seja reconhecida pelos clientes. A melhor opção é comprar diretamente de ceasas, caso não seja possível, desenvolva fornecedores locais como os pequenos produtores e estabeleça parcerias com distribuidores que tenham condições de atender as rotinas de pedidos.

    Se optar por oferecer produtos orgânicos, adote critérios mais rigorosos para selecionar os fornecedores. Visite periodicamente as instalações, exija as certificações e registros necessários. A margem de lucro é boa, mas os cuidados devem ser redobrados, pois é o nome da sua empresa que está em jogo.

    É fundamental estar preparado para o trabalho e fazer curso de manipulação e higiene de alimentos para aprender como lidar com produtos de origem alimentícia, vai fazer toda a diferença.

    Caso venha precisar de ajuda, você como MEI, pode contratar um funcionário e o ideal é que antes de iniciar os trabalhos, ele também se capacite.

    Na hora de vender, procure estabelecer relacionamento de confiança com seus futuros clientes e crie um ciclo de amizade com cada um deles. Comece oferecendo seus produtos nas proximidades da sua empresa e vá aos poucos expandindo para todo o bairro, o importante é fazer um trabalho bem feito.

    Em relação aos recebimentos, disponibilize para o cliente, a maquininha para pagamento com cartão de débito e crédito.

    O bom atendimento vai fortalecer a tradicional e eficiente publicidade boca a boca, o que aumenta a necessidade e importância pela qualidade dos produtos, pontualidade e cordialidade, além é claro de ter um preço justo.

    Outras boas opções para aumentar a base de clientes são: investir em anúncios nos jornais regionais e ofertar degustações em restaurantes e lanchonetes. Tenha o hábito de distribuir cartões de visita, o cliente vai saber como achar você e ainda pode recomendar para outras pessoas.

    Já no marketing do negócio, as redes sociais, como Facebook e Instagram são ferramentas importantíssimas e complementares para alavancar as vendas, principalmente pela facilidade de acesso e o baixo custo envolvido. Toda a publicação de conteúdo, imagens e textos, tem que ser bem avaliados e o cliente tem que perceber que as informações estão sendo úteis para ele. Coloque também imagens dos produtos e depoimentos dos clientes. É fundamental solicitar a eles a autorização prévia para publicação do conteúdo.

    Uma boa prática de gestão de relacionamento é montar o cadastro com os dados pessoais dos clientes, as preferências de produtos e frequência de compras. Identifique também a melhor maneira de comunicação, se é por email, WhatsApp, telefone ou pessoalmente.

    Preste atenção, você pode lucrar também com os serviços de delivery para empresas, restaurantes, hotéis, escolas, estabelecimentos comerciais e residências. Faça o estudo dos custos e ganhos e mãos à obra.